Bagunça e Baderna - ZéVitor
Bagunça e Baderna - ZéVitor
Bagunça e Baderna é a quinta faixa do novo álbum de ZéVitor, Ressignifcar. Mas, exceto pelo título, tudo na canção se encontra na mais perfeita ordem: uma letra coesa devidamente entoada sobre uma estrutura harmônica simples de um piano Rhodes.
Cada composição de Ressignificar parece dedicada à mesma musa – não à toa ela aparece representada em muitas das ilustrações de Lucas Paixão e esta faixa conta com um Gif que será lançado no Youtube com chat junto aos fãs, onde tem mais de 3 milhões de visualizações.
ZéVitor já tem mais de 90 mil ouvintes mensais (Spotify) e vem crescendo a cada dia sua base de fãs, mantendo uma frequência de lançamento.
“Alguns instantes tudo isso termina/Por que você não vem comigo pra Bahia?”
Pois se muito já se falou, cantou, pintou ou esculpiu sobre o amor, no Brasil o tema talvez só perca para o culto à Bahia. Quando o assunto é amor na Bahia então, pouco se tem a acrescentar. Mas a antiga capital federal que paira entre a calma de Dorival Caymmi e a euforia de um trio elétrico comporta tantas possibilidades que cada um de nós tem um estado baiano pra chamar de seu.
Então, a qual desses cenários idílicos ZéVitor nos reporta ao convidar sua amada a viajar? Bem, se “recomeçar” é mesmo a confusão a que se referem os primeiros versos da letra, pode-se imaginar a Itapuã dos anos 70, para onde o poeta carioca Vinícius de Moraes se refugiou depois de largar tudo e se casar mais uma vez.
Há também um Bahia roquenrou: “Acreditar em nós é ser rebelde, desordeiro”, ao melhor estilo Pitty, e até paisagens desoladoras que fazem lembrar os momentos mais sombrios de Raul Seixas: “Sufocado, o meu amor morto no front/O jeito que eu queria se perdeu no horizonte”.
Mas eis um porto seguro: “Prefiro acreditar em toda poesia/Que ela muda mundos e transforma vidas”. Aqui, avista-se a terra firme da felicidade, descrita por Ary Barroso (Na Baixa do Sapateiro) e a Bahia “onde a gente não tem pra comer/mas de fome não morre”, de João Gilberto (Eu vim da Bahia).
De Caetano e Gil a Chiclete com Banana, todas os caminhos levam à canção de ZéVitor, que será lançada no próximo dia 2 de outubro e, tudo indica, agradará a gregos e baianos.
FICHA TECNICA
Intérprete e composição: ZéVitor
Rodhes: Mello
Mix: Mayam
Masters: Luciano Vassao
Selo: La Tuna Music
LETRA
Recomeçar é bagunça e baderna
é tanta dor... dá medo de pensar em te perder
Me deixa agora ou mergulha comigo
É sério amor... milênios pra eu encontrar você
Alguns instantes tudo isso termina
Por que você não vem comigo pra Bahia?
O mar revolta, a tempestade vira
virei refém desse amor, menina
É ilusão dizer que nós não somos do mesmo inteiro,
que os meus sonhos são bobos, traiçoeiros
e acreditar em nós é ser rebelde, desordeiro
Eu não acredito nisso,
prefiro acreditar em toda poesia,
que ela muda mundos e transforma vidas
e que ela te trará pra mim algum um dia
Eu morro aos poucos, como não?
A cabeça vem lutando contra o caos do coração
meu zelo vira um mostro pronto pra ação
e o desgaste corresponde a destruição
Gata, memória me maltrata
e eu lembro de você em cada cômodo da casa (x2)
Recomeçar é bagunça e baderna
é tanta dor... dá medo de pensar em te perder
Me deixa agora ou mergulhe comigo
É sério amor... milênios pra encontrar você
Alguns instantes e tudo isso termina
Por que você não vem comigo pra Bahia?
O mar revolta, a tempestade vira
virei refém desse amor, menina
Esse silêncio não vai mais nos esvaziar
Enchendo-nos de coisas as quais vão afogar
em pensamentos que não vêm o nosso amor salvar
Escolha entre estar aqui ou nos deixar
Sufocado, meu amor morto no front
O jeito que eu queria se perdeu no horizonte
Quem estava muito, muito perto, foi pra longe
Possibilidades e o ontem
Recomeçar é bagunça e baderna
é tanta dor... dá medo de pensar em te perder
Me deixa agora ou mergulhe comigo
É sério amor... milênios pra encontrar você
Alguns instantes e tudo isso termina
Por que você não vem comigo pra Bahia?
O mar revolta, a tempestade vira
Virei refém desse amor, menina

