Bruxa - ZéVitor

Bruxa - ZéVitor

O encontro de uma geração

Depois de dividir o microfone com o veterano Raimundo Fagner em seu clássico Versos Ardentes, o carioca ZéVitor reencontra a sua geração em inédita parceria com Kamaitachi

Expoentes de uma nova safra de compositores, ZéVitor e Kamaitachi lançam o single Bruxa, uma canção pós-moderna de exaltação à natureza, mas com contornos épicos. A faixa Bruxa não entrou no álbum “Cronológico”, como se o tempo a deixasse guardada para ser reescrita com o novo e generoso parceiro neste feat. Em carreira solo desde 2017, Rafael Gonçalves adotou o nome Kamaitachi, do folclórico monstro japonês alcançando mais de um milhão de inscritos em seu canal no Youtube.

Se no EP “Crônicas de um Amor”, ZéVitor fala da divisão do amor, no novo single seu olhar se volta para a natureza humana. Recheada de imagens e símbolos místicos, a letra remete a um passado longínquo (“Pensem nos mestres queimados pelo fogo, envenenados por cicuta”) e suas implicações no presente (“Com a chegada do inverno dá vontade de sair/Ver as águas da serra, que não deixam de cair”).

Mesclando citações a personagens históricos, como John Dee e Eliphas Levi, e mitológicos, como Dríades, Sophia e Prometeu, Bruxa fala de nosso bem maior: a natureza. 

"Quando falamos em natureza, estamos falando do mundo em que vivemos, e de uma força maior, a conexão com esse mundo e as consequências de nossas atitudes para com ele" – afirma ZéVitor. 

Hoje ícones do movimento feminista, as bruxas ou sacerdotisas eram senão mulheres livres, à frente de seu tempo, que entenderam os ciclos da natureza, sua força e mensagem. Afrontavam o patriarcado e o poder da Igreja, representando resistência, luta e rebeldia.

Nesse sentido, a música fornece uma profunda reflexão sobre a Deusa em seus muitos aspectos, numa época em que a cultura ocidental começa a despertar para a influência do Divino Feminino, tanto individual quanto coletivamente.

O single Bruxa foi gravado no Montanha Records, com a produção de Mayam Rodilhano. Lucas Paixão assina o lyric video em preto e branco, trabalho que o artista descreveu como desafiador.

LETRA

Bruxa (ZéVitor e Kamaitachi)

E com a chegada do inverno dá vontade de sair 

Ver as águas da serra, que não deixam de cair 

Na linda noite a lua refletir 

o cantar dos passarinhos e o voar do colibri 

Vi que Dríades bailavam após o vento agir 

Outorgado por discípulos de Eliphas Levi 

Vi Miríades que estavam vindo nos servir 

Elementais de Paracelso e os astros de John Dee 

Livro sagrado, qual segredo tu ocultas?

Pensem nos mestres queimados pelo fogo, envenenados por cicuta 

Veja a verdade bruta! 

Os buscadores de Sophia observados pela inquisição maluca

Remexa a terra e plante mudas para mudar o nosso lar 

Respeitar quando “Saber, Querer, Ousar e Calar”

Somos terra, somos água, somos fogo, somos ar 

Corpos destinados a volatizar 

Nunca duvide do amor da bruxa 

Caso precise, vá, contemple a bruxa 

Nunca duvide do poder da Deusa 

Vá de encontro ao saber da Deusa

Tô buscando a paz nesse templo esculpido

As mortes de um tormento pintado com o pecado daquele Prometeu 

que prometeu trazer pra nós o fogo desse Olimpo de Deuses esquisitos 

e fantasmas, que lá se perdeu 

Valquírias, poderias me mandar uma lembrancinha 

Dessa guerra tão sangrenta que em breve virá

Tô sem tempo, trabalhando de modo extremo

Eu preciso tirar umas folgas, portanto, pra mim não dá 

E é por isso que eu abracei a bruxa

Pois só ela confortará minha alma suja

E é por isso que eu tô do lado da bruxa

que foi queimada por essas almas imundas

É por isso que eu tô do lado da bruxa
pois só ela confortará minha alma suja

E é por isso que eu tô do lado da bruxa 

que foi queimada por essas almas imundas 

Nunca duvide do amor da bruxa 

Caso precise, vá, contemple a bruxa 

Nunca duvide do poder da Deusa 

Vá de encontro ao saber da Deusa

Nunca duvide do amor da bruxa 

Caso precise, vá, contemple a bruxa 

Nunca duvide do poder da Deusa 

Vá de encontro ao saber da Deusa