Versos Ardentes - ZéVitor ft Fagner

Versos Ardentes - ZéVitor ft Fagner

Cerca de um ano após sua estreia com o álbum Cronológico, ZéVitor lança alguns singles, entre eles: Se eu disser, Ia ser tão bom e  Eus quebrados assim o cantor e compositor carioca compartilha um pouco mais sobre o universo de suas composições. 

O trabalho de ZéVitor transita por temas relevantes e essenciais, com uma visão que só um artista de sua geração poderia ter. 

O amor, tema-chave de muitas composições, e bandeira maior de sua personalidade artística, ganha significados renovados. É um amor mais generoso, consciente dos limites de cada um dos envolvidos, independentemente de idade ou condições sociais. O amor cantado por ZéVitor é fruto do sonhado amor livre da geração dos anos 1960, que foi sufocado pelo conservadorismo nas décadas seguintes, mas que renasce agora, de forma mais natural e consistente.

Este novo amor só consegue vir à luz em função de outra forte presença no trabalho de ZéVitor: o respeito à diferença. O autor empresta voz à nova mulher, que já nasce consciente de seus direitos no amor. No trabalho. Na vida. E comemora também o nascimento de uma nova masculinidade. A definição de um homem menos preocupado – ou totalmente avesso – aos antigos e tóxicos rótulos que definiam o homem.

E no encontro de amor e respeito, ZéVitor também deixa clara uma visão inclusiva sobre opções e identidades sexuais, e às possíveis formas de construir estas relações. Menos preto ou branco, o mundo aos poucos descobre a enorme variedade de tons e cores de se amar, e o compositor é se levanta para cantar estas diferenças. 

No dia 27/09 foi a vez do lançamento de Versos Ardentes música de Raimundo Fagner e Fausto Nilo que teve a participação do próprio Fagner, produzido por Clemente Magalhães. A música foi escolhida por Fagner após ouvir o universo do cantor e achar que caberia na sua interpretação.

Literalmente com os pés firmes na terra, ZéVitor é fruto de uma convivência íntima com a natureza, um último tema se destacar em seu trabalho. O artista é veículo de uma mensagem que ganha o mundo: cuidar do planeta não é favor, é obrigação. Reconhecer a riqueza que nos é oferecida, e partir para as armas na defesa do que ainda está vivo, é a maior forma de agradecimento que se pode oferecer.

Em um trabalho intimista o artista tem se apresentado no formato voz e violão ao lado do músico Claudio Bezz que vem desenvolvendo um trabalho junto ao universo da composição de ZéVitor.